Militares chineses estão sendo acusados de invadir a rede do Pentágono no mais bem sucedido ataque virtual ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O Governo Chinês negou a acusação, mas um estudo interno garante que a ameaça partiu do Exército de Libertação Popular (o Exército Chinês). A China já havia sido apontada como responsável por ataques recentes ao governo alemão.
Há muito tempo as guerras deixaram de ser travadas em campos de batalha, onde tropas inimigas se enfileiravam em trincheiras e aguardavam o momento certo do ataque e do contra-ataque. O que se vê hoje é a batalha da tecnologia avançada contra exércitos “sucateados”, o que torna a guerra desleal e muito mais devastadora.
Em geral, o lado mais fraco acaba recorrendo a ataques contra civis, hospitais, órgãos das Nações Unidas e até mesmo a seqüestro de jornalistas ou pessoas estrangeiras que não estão envolvidas com a disputa, mas que permanecem em áreas de conflito por questões profissionais ou de solidariedade.
Ao perceberem que não é possível ganhar o jogo sem desobedecer a regras, governos e comandantes militares cedem a estratégias pouco louváveis. Antigos acordos firmados entre países do mundo inteiro são descumpridos durante situações de conflito para garantir a sobrevivência da tropa no combate. Assim, ataques virtuais estão ganhando cada vez mais espaço no estudo de estratégias militares que podem ser usadas em caso de guerra.
Embora não haja provas capazes de incriminar governos, acredita-se que exércitos grandes e bem estruturados rastreiem sistemas militares e governamentais de diversos países. O fato é que, em caso de guerra, uma interrupção das comunicações ou o acesso a informações privilegiadas e confidenciais pode decidir quem será o vencedor. É a evolução da tecnologia a favor do conflito.