O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou o cadastramento dos cerca de 50 mil eleitores que deverão votar nas próximas eleições através das chamadas urnas biométricas. As novas urnas reconhecerão as digitais dos eleitores através da
biometria digital. O sistema, quando implantado em todos os municípios brasileiros, deverá acabar com a fraude eleitoral, já que o voto na urna só será liberado após o reconhecimento da impressão digital do eleitor.
Os municípios escolhidos para testar o sistema nas próximas eleições para prefeito e vereador são: Colorado D'Oeste, em Rondônia; Fátima do Sul, no Mato Grosso do Sul; e São João Batista, em Santa Catarina. A Justiça Eleitoral considerou algumas características no processo de escolha das cidades: “municípios com aproximadamente 15 mil eleitores, que estivessem na iminência de passar por um processo de revisão de seu eleitorado, que fossem sede de zona eleitoral e próximos à capital de seu estado e que atendessem à variabilidade necessária de teste das impressões digitais”.
A possibilidade de falha no reconhecimento da digital existe, o desenho da impressão pode sofrer transformações com o passar do tempo ou com o uso contínuo de produtos químicos abrasivos. Para garantir a votação de eleitores que tiverem alterações na digital, serão cadastrados e armazenados os dados de todos os dedos das mãos. Além disso, no ato do cadastramento das impressões digitais, os cidadãos também serão fotografados. Em caso de dúvida ou falha no reconhecimento biométrico, as fotos estarão disponibilizadas nas seções eleitorais para que mesários possam confirmar a identidade dos eleitores.
O processo eleitoral no Brasil foi reconhecido mundialmente com a implantação das urnas eletrônicas, que reduziram drasticamente o tempo de apuração dos votos. As novas urnas biométricas também deverão ser motivo de orgulho, permitindo altos níveis de segurança e transparência durante a votação e apuração das eleições. O TSE estima que em 10 anos todos os eleitores do país estarão cadastrados e o sistema desenvolvido pela Justiça Eleitoral brasileira será definitivamente implantado em todo o território nacional.
Resta saber até quando a urna biométrica estará imune às fraudes eletrônicas tão comuns quando processos sigilosos são informatizados ou digitalizados. A fiscalização permanente e a prevenção ainda são os melhores métodos para garantir a segurança e integridade de qualquer sistema eletrônico.