As redes zumbis, também conhecidas como botnets, estão por trás de práticas como o spam, o phishing e ataques de “negação de serviço”. Uma rede zumbi se forma quando o computador é infectado por um código malicioso que permite ao invasor realizar tarefas mal-intencionadas juntamente com outros computadores infectados.
De acordo com a SecureWorks, as redes zumbis rastreadas pela empresa conseguem disparar mais de 100 bilhões de mensagens por dia, e apesar de as companhias usarem filtros de spam cada vez mais sofisticados, o número de mensagens consideradas lixo eletrônico chega a 66%, de acordo com o levantamento da Nucleus Research.
Por conta desse volume, os usuários gastam 16 segundos identificando e apagando cada spam. Em um ano, o prejuízo pode chegar a 70 bilhões de dólares somente nos Estados Unidos. É isso, entre outras coisas, que faz da rede zumbi uma das dez maiores ameaças de 2008. Como enfrentar esse problema?
Primeiro é preciso entender um pouco mais sobre as redes zumbis. A maior e de mais rápido crescimento atualmente é a Srizbi. Com aproximadamente 315 mil bots, ela é capaz de enviar 60 bilhões de mensagens em um único dia. O Srizbi se espalha enviando links para arquivos maliciosos, alegando tratar-se de vídeos de celebridades. Quando o usuário clica sobre o arquivo, ele se infecta com o malware.
Como parar o problema? A maioria das redes zumbis exploram falhas conhecidas nos softwares, por isso é importante manter as atualizações e correções em dia, especialmente do sistema operacional e dos produtos populares, como Internet Explorer, Firefox, Quick Time, entre outros.
Além disso, o usuário deve usar um firewall (mecanismo que protege seu computador na rede, evitando o fluxo de informações entre computadores sem o consentimento do usuário), assinar um software antivírus e um anti-spyware, mantendo-os atualizados, e nunca abrir anexos em e-mails, mensagens instantâneas ou de dispositivos móveis, exceto se houver plena certeza da confiabilidade do conteúdo.