"Hoax" é o nome que se dá a histórias ou objetos criados para iludir o público. Vão desde as "peças" que costumam ser pregadas no dia primeiro de abril até fraudes elaboradas, como supostas descobertas de elementos históricos ou científicos.
A palavra inglesa vem do século 17, mas tornou-se popular em todo o mundo com o advento da Internet. Ao unir a simplicidade de qualquer um enviar e, principalmente, encaminhar mensagens a dezenas ou centenas de pessoas com a suposta credibilidade de um texto escrito, a rede mundial permitiu a difusão quase imediata de todo tipo de boatos, nem sempre inocentes ou inofensivos.
Muitas empresas já foram vítimas de mensagens supostamente enviadas por elas. Tanto sua reputação quanto seus negócios já foram atingidos. Marcas como McDonald's, Aspartame (NutraSweet), Coca-Cola, Microsoft e Ericsson, entre outras, além de produtos como xampus, desodorantes e até bananas fazem parte do acervo de "personagens" de todo tipo de boato.
De descontos ou brindes a quem enviar a mensagem adiante, até "denúncias" contra elementos cancerígenos, a disseminação destas mensagens normalmente exige uma rápida ação de esclarecimento do público por parte da companhia ou dos produtores da mercadoria atingida. Caso isso não seja feito, o "hoax" tende a se espalhar ainda mais e causar mais prejuízos às empresas. O Departamento de Energia dos Estados Unidos, por exemplo, considera os "hoaxes" tão perigosos quanto os vírus, e possui funcionários dedicados a monitorá-los.
Há também o problema de mensagens sobre vírus que não existem. Além de causar confusão e receio nas pessoas, alguns desses falsos vírus usam o nome de arquivos úteis à máquina e, caso sejam eliminados, poderão afetar o desempenho do sistema. É o caso de falsos vírus com nomes como sulfnbk.exe ou jdbgmgr.exe (o "vírus do ursinho") que, na verdade, são arquivos do Windows, mas foram apagados por muitas pessoas que acreditaram nos boatos que circularam (e às vezes retornam) por e-mail.
"Hoaxes" também podem se tornar um problema para a privacidade das pessoas, pois costumam conter listas de todos os destinatários para os quais as mensagens foram enviadas, ou assinaturas automáticas, com nomes e telefones de pessoas e empresas pelas quais as mensagens passaram.
Não é difícil encontrar mensagens tão bem elaboradas que enganam a quase todos. Mas é cada vez mais importante ficar atento às notícias sobre o assunto, já que as técnicas presentes nesse tipo de e-mail vêm sendo usadas também por golpistas eletrônicos, que levam a sério seu negócio e o dinheiro que arrancam de suas vítimas.
Por tudo isso, é preciso uma conscientização dos usuários. É preciso entender a "netiqueta" (etiqueta da Internet) e os riscos de privacidade e segurança que tais mensagens envolvem. Até porque esse tipo de e-mail é considerado por muitos usuários como simples spam, e o remetente pode acabar irritando e sendo bloqueado por tais usuários, prejudicando o recebimento também de mensagens legítimas e importantes.