Uma das características mais apreciadas na internet sempre foi, desde seu surgimento, a possibilidade de acesso ilimitado a todo tipo de informação, sem requerer muito esforço. No entanto, o que parecia ser a solução acabou se transformando em confusão. O problema é que o mau uso da rede em ambientes de trabalho passou a significar prejuízo para as empresas. Além da queda na produtividade dos funcionários, o uso da internet sem controle também infecta redes, expõe dados comerciais sigilosos e exige manutenção corretiva permanente nos computadores da empresa.
Grandes e médias empresas já sentiram na pele o prejuízo causado pelo uso indevido e sem monitoramento da rede mundial. O controle rígido de custos e resultados permitiu que o problema fosse rapidamente identificado. Atualmente, o uso da rede é proibido em ambientes corporativos. A internet é usada apenas para dar suporte a redes virtuais privadas altamente seguras e controladas.
Apesar do risco e da queda de produtividade, grande parte das pequenas empresas no Brasil ainda mantém a liberdade de acesso em seus escritórios e pontos comerciais. Embora haja uma ou outra restrição, ainda é possível navegar por páginas que não se referem exclusivamente ao ramo do negócio e acessar a caixa de emails particular a partir dos computadores ou redes dessas empresas.
Porém, já é possível observar um início de mudança na mentalidade dos pequenos e microempresários. O uso cada vez mais comum dos recursos da web para fins que não correspondem ao propósito do trabalho tem causado, além de prejuízos, constrangimento entre funcionários e patrões, causando transformações na política de uso da internet.
Até que a decisão de controlar o acesso seja efetivamente tomada, a navegação dentro da empresa passa por vários níveis de restrições. Durante o processo é comum o funcionário manter antigos hábitos, mesmo sabendo que o registro de seus acessos acabará na mesa do chefe. É aí que surgem os constrangimentos e a única saída acaba sendo adotar o rígido modelo de segurança e produtividade das grandes corporações. Na maioria das vezes é esse o motivo que acaba definindo a nova diretriz dos patrões.
Infelizmente a preocupação com a segurança dos dados ainda não pode ser considerada a principal motivação dos pequenos empresários ao restringir o acesso dos funcionários. Mas a tendência representa um grande passo rumo aos padrões de segurança que devem ser adotados e seguidos em ambientes comerciais.