A pirataria se transformou no maior inimigo de empresas que gerenciam e lucram com direitos autorais e licenças de uso, além da administração pública que deixa de receber impostos com a ilegalidade. O comércio de produtos piratas gera lucro no mundo inteiro por ser muito difícil resistir ao uso de uma cópia pirata quando o preço do original não cabe no orçamento.
Uma versão original do novo sistema operacional da Microsoft, o Windows Vista, custa em média R$ 590,00 no mercado brasileiro, valor que torna inviável a compra para a maioria dos usuários. A solução mais acertada seria optar por um sistema operacional gratuito, como o Linux. No entanto o apelo comercial da Microsoft é tão forte que ainda há quem desconheça essa possibilidade. O fato é que grande parte dos usuários domésticos no Brasil usa cópias piratas do Windows.
Na tentativa de acabar com o problema, a Microsoft pretende lançar um novo pacote de atualização que identifica cópias piratas quando instalado e reduz a funcionalidade do sistema, impossibilitando o uso de determinados recursos. Caso a cópia não seja validada no prazo determinado, o sistema deixa de funcionar completamente. Essa prática já vem sendo adotada desde o Windows XP, versão anterior do software. Um porta-voz da empresa afirmou que a medida antipirataria está sendo preparada na forma de uma atualização do Windows Genuine Advantage (WGA). Segundo a Microsoft, a nova Plataforma de Proteção de Software (PPS) embutida no Windows Vista detecta versões piratas e desabilita recursos avançados.
Embora tenha havido rumores de que a atualização seria lançada ainda no mês de Setembro, a empresa nega e diz que “um anúncio sobre o prazo para esta atualização será feito oportunamente”.