De modo geral, qualquer mensagem indesejada enviada a um grande número de pessoas pode ser chamada de spam. De modo mais específico, o termo se dirige principalmente às mensagens de cunho comercial - nesses casos é tratado também como UCE (e-mail comercial não solicitado, na sigla em inglês).
A primeira mensagem indesejada em massa foi enviada em 1978, por um funcionário da empresa DEC, hoje pertencente à Compaq, para divulgar seus novos computadores. À época, a Internet ainda se chamava ARPAnet e os endereços eletrônicos não costumavam ter arrobas nem “ponto-coms”. A palavra "spam" vem de um presunto condimentado e enlatado (SPiced hAM) produzido pela Hormel Foods.
A relação com as mensagens indesejadas deve-se a uma cena nonsense de um programa do grupo humorístico Monty Python, na qual alguns vikings começam a cantar em um restaurante sempre que ouvem a palavra, repetida várias vezes pela garçonete que descreve os pratos do cardápio. A insistente música - "Spam, spam, spam, spam, spam, spam, spam, spam, lovely spam! Wonderful spam!" - interrompe a garçonete, que tem de pedir a eles que se calem.
O tráfego gerado por milhões dessas mensagens de e-mail não solicitadas é uma grande dor de cabeça para administradores de redes, mas também para os usuários. A maioria ainda utiliza o acesso discado, e o tempo de download dessas mensagens acaba gerando um gasto para o destinatário. Mesmo usuários de banda larga podem ser prejudicados no futuro, já que alguns provedores começam a implantar quotas de tráfego em seus planos de acesso. Basta considerar que, segundo recente pesquisa da empresa britânica MessageLabs, especializada em filtrar conteúdo de mensagens eletrônicas, quase 70% de todos os e-mails enviados no mundo são spams.
O problema é que, em oposição aos custos e transtornos gerados para quem o recebe, o spam é extremamente barato para quem envia e muito simples de ser manipulado.
Uma mensagem enviada para uma ou dez milhões de pessoas tem praticamente o mesmo custo para o remetente. Cada destinatário, no entanto, tem que arcar com o tempo e a banda gastos para receber essas mensagens.
Como se não bastasse, boa parte desses spams estão cada vez mais relacionados com golpes eletrônicos (também conhecidos como “phishing”) ou com a distribuição de vírus de computador. Os golpes tentam enganar os destinatários, e um dos métodos comuns é enviar a milhares de pessoas uma falsa mensagem, tentando convencê-las a informar senhas em falsos sites de bancos, por exemplo.
Já alguns vírus podem fazer uma varredura no computador infectado, coletando os endereços de e-mail encontrados, para os quais são enviadas grandes quantidades de mensagens contaminadas. Outros abrem a máquina de um usuário doméstico ou corporativo ao controle de um atacante externo, criando um computador “zumbi” que pode ser usado como servidor para o envio de spams.