Além dos ataques que usam a tecnologia da informática para ameaçar cidadãos, outra tecnologia, um pouco mais antiga, ainda é usada por criminosos comuns para intimidar e induzir vítimas através de recursos de engenharia social. O telefone pode se transformar no meio mais prático de persuadir vítimas a realizarem compras, depósitos ou transferências bancárias quando o criminoso é um presidiário.
Recentemente foram registradas, em Campo Grande, tentativas de golpe através de telefonemas usando o nome de instituições bancárias. Segundo uma das vítimas, a pessoa no outro lado da linha se identificou como funcionária de um banco e informou que a vítima tinha um débito de r$ 270,00 em seu nome na referida empresa e solicitou o número do CPF. Como a vítima não possuía conta no banco citado, suspeitou que o telefonema fosse um golpe e desligou. Mais tarde, outro telefonema, porém solicitando falar com o pai da vítima e usando o nome de outro banco. A vítima desligou novamente e registrou a ocorrência.
Várias empresas já tiveram seus nomes associados à tentativas de golpes, tanto através de telefonemas, quanto através de e-mails. A polícia acredita que as ligações sejam realizadas de dentro de presídios, pois muitas vezes os criminosos tentam induzir as vítimas a comprarem cartões telefônicos de diferentes operadoras de celular, o que mantém o controle dos criminosos, mesmo detidos em presídios. Outro indício de que os criminosos são presidiários é o próprio fato usarem o telefone para atingir as vítimas.
Todo telefonema do gênero deve ser ignorado. Em seguida a vítima deve ligar para o banco e perguntar se houve algum contato partindo da empresa.