A Internet trouxe várias inovações na vida das pessoas. Mas, junto dos benefícios indubitáveis que a rede proporcionou, vieram também novas modalidades de crimes. Uma delas, em alta, é o roubo de identidade, que ocorre quando alguém se apodera de informações privadas de outras pessoas e as usa para fins irregulares ou ilícitos.
Se antes os bens materiais eram moeda de troca entre criminosos, hoje os bens "virtuais" assumiram este lugar na rede. À medida que mais pessoas passam a usar a Internet para atividades corriqueiras, como compras ou transações bancárias, mais suas credenciais - nome, senhas, números de documentos, números de cartões de crédito, contas bancárias - adquirem grande valor. Quem se apoderar destes dados, num ambiente em que a presença física não é requerida, torna-se a própria pessoa.
Por exemplo: se alguém fizer uma compra na Internet em seu nome, usando seu número de cartão de crédito, como provar depois que essa compra não foi feita por você? É possível demonstrar que você não foi responsável pela transação, mas geralmente isso demanda tempo e pode causar grandes transtornos, além de outros prejuízos. Portanto, o melhor a fazer é evitar que suas informações pessoais caiam em mãos erradas.
Até mesmo informações que, à primeira vista, não têm grande valia para criminosos, podem trazer sérias dores de cabeça, dependendo de como forem usadas. A sua senha do provedor de acesso à Internet, por exemplo, não serve apenas para você navegar na rede. Ela está atrelada a todo um cadastro com seus dados pessoais. Se algum criminoso se apoderar desta senha, poderá se conectar à Internet como se fosse você e, a partir daí, cometer crimes online. Caso estes crimes sejam rastreados, a primeira pessoa a ser identificada como autor poderá ser você.
A mesma coisa pode ocorrer com algo aparentemente sem valor, como a senha de uma conta de e-mail estritamente pessoal num provedor gratuito. Um golpista que tenha acesso a essa senha não se limitará a ler algumas mensagens pessoais e sem maior importância. Ele poderá, por exemplo, enviar mensagens fraudulentas para milhares de internautas, a partir do seu endereço eletrônico.
Se estes dados já são importantes, o que dizer de informações como RG e CPF, números de cartão de crédito, números de conta e senhas bancárias, senhas para acesso a certificados digitais, e outros?
Para se proteger do roubo de identidade na Internet, você deve saber como agem os golpistas e como evitar que seus dados pessoais sejam usados indevidamente. É isso que veremos nos próximos textos.