Windows, Linux e MacOS são sistemas operacionais, ou seja, programas que controlam o funcionamento do computador. Um OS (Operating System, ou Sistema Operacional) é o responsável pelo controle dos periféricos, execução das aplicações, gestão da memória, rede, som, vídeo, etc. Enfim, é o centro de controle e operações de um computador.
A segurança dos sistemas operacionais se tornou o foco da disputa entre desenvolvedores e fabricantes depois que o cenário dos crimes virtuais passou a apresentar um aumento de pragas que atingem diferentes sistemas. Durante muito tempo, o Windows, fabricado pela Microsoft, foi o alvo preferido por criminosos na hora de detectar falhas e brechas de segurança e usá-las para desenvolver códigos maliciosos e realizar ataques. A popularidade do sistema da Microsoft recompensava o esforço, era muito raro encontrar um computador que “rodasse” outro sistema.
Com o tempo, empresas e especialistas começaram a recomendar a migração para sistemas diferentes, como o Linux, sistema Open Source (que possui o código fonte aberto), e MacOS, fabricado pela Apple. Além de garantir maior segurança contra ataques, eles ofereciam outras vantagens, o primeiro é gratuito e o segundo é mais estável e possui vários aplicativos agregados. Porém, o aumento da popularidade de outros sistemas operacionais os transformou em novos alvos para invasores. A mais recente política de segurança da Microsoft, apresentada com o lançamento do Windows Vista, também contribuiu para tornar o ataque ao sistema mais difícil de ser realizado, incentivando criminosos a procurarem brechas em outros programas.
Assim começaram a surgir pragas desenvolvidas para atingir redes e máquinas baseadas em sistemas Linux e MacOS, os mais comuns, além do Windows, entre os usuários domésticos e empresas de pequeno e médio porte. Atualmente a criminalidade virtual não poupa nenhum dos 3 sistemas e, para agravar a situação, eles estão deixando de ser o objetivo principal na detecção de brechas e falhas. Programas comuns e que podem ser baixados da internet gratuitamente estão se tornando unânimes entre os usuários da web. Percebendo isso, crackers, indivíduos mal intencionados especializados em quebra de travas de segurança de programas e algoritmos de encriptação, estão se voltando para o desenvolvimento de códigos maliciosos que abrem brechas em aplicativos comuns usados tanto pelos usuários do Windows, quanto do Linux ou do MacOS.
Portanto a recomendação é que se mantenha o programa anti-vírus atualizado, o firewall ativado e os cuidados com emails e links devem ser seguidos, independente do sistema operacional instalado no computador. O cuidado com os freewares (programas gratuitos disponíveis na internet) deve ser redobrado. Só baixe programas recomendados e de origem conhecida e evite instalar programas por curiosidade, que não serão usados posteriormente.