A segurança virtual deve ser preocupação constante para usuários e empresas. Ninguém está seguro na rede se não mantiver cuidados básicos com seus dados, senhas e documentos. Provas disso são os recentes acontecimentos com o Google, uma das maiores empresas da internet. Em apenas uma semana a empresa teve problemas com diferentes tipos de vulnerabilidades encontradas em seus produtos e serviços. Entre eles um ataque com cavalo-de-tróia que troca anúncios do Google Adsense por links falsos, uma infestação por código malicioso no Orkut, a descoberta de uma brecha no Google Toolbar e uma falha no Internet Explorer que permite o sequestro de contas do Gmail.
No total foram quatro serviços atingidos, o que é raro acontecer em tão pouco tempo com a mesma empresa. Os problemas com segurança não são responsabilidade exclusiva do Google, uma vez que em um dos casos a falha que permite o ataque está no Internet Explorer. Isto quer dizer que o Google não negligencia a segurança, mas mesmo assim sofre com as investidas de criminosos virtuais, o que prova que mesmo mantendo uma estrutura enorme para evitar brechas e garantir a segurança de usuários do mundo todo, o problema acaba surgindo através do empenho de crackers em encontrar as falhas e brechas que possibilitam o crime.
O usuário doméstico tem menos chances de ser atingido diretamente, assim como acontece com grandes servidores de email, portais famosos, buscadores, comunicadores intantâneos e internet bankings, alvos preferidos pelos criminosos de plantão. No entanto se o usuário estiver conectado de alguma forma ao site ou empresa atacada, sofrerá também as conseqüências, ou seja, raros são os casos em que um cracker se empenha diretamente em violar e acessar a máquina de uma pessoa específica, os alvos na chamada “ponta da linha” não têm identidade, são apenas alvos atingidos através de vulnerabilidades em sites de empresas conhecidas e que provavelmente trarão lucro para o golpe. Mas como é praticamente impossível navegar pela internet sem usar os serviços disponíveis nela, os cuidados devem permanecer mesmo quando o usuário confiar na empresa que administra o site. Como aconteceu com o Google, pode acontecer com qualquer outra empresa.