Com o avanço tecnológico em torno da segurança de dados, os bancos aprimoraram seus sistemas de autenticação para evitar o acesso por fraudadores e pessoas mal intencionadas. Barrados por sistemas mais avançados, os invasores estão articulando outros modos de acessar dados sigilosos, como por exemplo, o uso do bom e velho telefone.
As informações e códigos utilizados em operações bancárias realizadas via telefone (normalmente dados como o CPF, nome da mãe ou data de nascimento do cliente) são de acesso consideravelmente fácil, e atualmente não existe uma maneira 100% segura de o atendente saber se a pessoa no outro lado da linha é quem afirma ser. Por isso, as operações telefônicas estão ficando cada vez mais restritas.
De acordo com Christopher Young, da RSA, com dados simples do cliente, uma pessoa é capaz de obter informações sigilosas, acessar contas, analisar transações e transferir fundos sem muitas chances de ser pego. Por outro lado, a grande maioria das pessoas sente maior conforto em realizar suas transações financeiras através do telefone, por isso, cada vez mais as empresas estão investindo em novas tecnologias de segurança para esse meio.
Para proteger o canal telefônico, os bancos norte-americanos estão adotando estratégias como o uso da Biometria, já comentada em nossos artigos, para autenticar o timbre de voz, junto à análise de risco de cada transação. A intenção principal é criar mecanismos de acesso mais seguros sem comprometer o relacionamento simples e prático com os usuários.
Atualmente, o principal desafio dos bancos no que tange a segurança é adotar estratégias de autenticação que englobem todos os canais acessados pelos clientes, barrando qualquer tentativa de fraude em qualquer ponto do sistema.
O usuário que se sente mais confortável em usar o telefone para realizar suas transações bancárias também pode fazer sua parte. Basta ficar atento para qualquer abordagem via telefone ou e-mail que solicite informações confidenciais a seu respeito. Nesses casos, nunca forneça informações sensíveis, como senhas ou números de cartões de crédito, e lembre-se: bancos jamais solicitam seus dados pessoais por e-mail.
Fonte: Risk Report: www.riskreport.com.br