A palavra biometria vem do grego (bios = vida e metron = medida) e significa o uso de características biológicas únicas em mecanismos de identificação. O termo tem sido bastante apresentado em eventos e reuniões sobre segurança digital e começa a entrar no cotidiano das pessoas.
Atualmente já é possível obter amostras de um ser humano que servirão para identificá-lo digitalmente no futuro através dos aparelhos e sistemas chamados biométricos. Essas amostras individuais e únicas podem ser obtidas através da voz, do desenho da palma da mão, das digitais do dedo, da retina ou da íris dos olhos, por exemplo.
As aplicações mais comuns da biometria são observadas em sistemas de controle de ponto, identificação criminal e regulamentação de acesso. A possibilidade da utilização em acessos bancários é um dos fatores que mais agrada usuários de internet bankings no mundo todo. O nível de segurança de uma transação financeira identificada através das chamadas "mensurações unívocas" do ser humano reduz o risco de fraude para índices muito baixos, comparados aos dos recursos usados atualmente. Alguns bancos já requerem a identificação biométrica nas transações realizadas através dos caixas eletrônicos. Com o acesso via internet a novidade ainda não decolou porque o usuário tem que adquirir o aparelho que fará o reconhecimento, seja através da leitura da impressão digital ou da íris dos olhos.
No entanto o aumento da comunidade virtual e do crime cibernético, aliado às facilidades cada vez maiores para a aquisição de computadores e tecnologia em geral, deverá estimular o crescimento do uso da biometria. Alguns notebooks, por exemplo, já estão sendo comercializados com leitores de digitais embutidos. Analistas e especialistas em segurança garantem que estaremos acostumados a usar o recurso da identificação biométrica no dia-a-dia em muito pouco tempo.