Pesquisa realizada pela McAfee com convidados de 10 países apontou os Estados Unidos como o número um da lista de países que mais recebem spam. O Brasil alcançou a 2ª colocação no experimento.
A McAfee forneceu um computador livre de ameaças para cada um dos 50 voluntários que representavam os dez países, entre eles o Brasil. Durante um mês, eles navegaram na internet sem filtro ou proteção contra spam. Após esse período, a empresa analisou a quantidade de spams recebidos em cada equipamento.
Os Estados Unidos receberam um total de 23.233 spams, contra 15.856 dos brasileiros. A Itália ficou em terceiro lugar, seguida pelo México e Reino Unido. O país que recebeu o menor número de spams foi a Alemanha, com cerca de duas mil mensagens indesejadas.
Com base nos dados apurados, a McAfee estima que o usuário convencional da internet receba, em média, 70 e-mails indesejados por dia. De acordo com Christopher Bolin, diretor de tecnologia da empresa, os spams não são apenas mensagens inconvenientes. Eles são usados por criminosos virtuais para roubar informações pessoais e comerciais.
Do total de spams recebidos durante o experimento, cerca de 8% foram classificados como phishings – caracterizados pela tentativa de obter informações sensíveis, como senhas e dados bancários, ao se fazer passar por uma pessoa confiável, bancos e outras empresas financeiras.
Jeff Green, da equipe de pesquisadores da McAfee comenta que pode haver uma relação entre o alto nível de phishing no Brasil e os crimes cometidos pela internet, porque o país introduziu o internet banking – transações bancárias realizadas online – antes de outros países, atraindo a atenção dos criminosos.
Dave De Walt, diretor da empresa, comenta que é preciso aprender a lidar com os spams. “É um problema tão imenso que nunca irá desaparecer. Já não se trata mais de tentar resolvê-lo, mas de gerenciá-lo”, disse.
Fonte: BBCBrasil.com - www.bbc.co.uk