O caminho para incremento da segurança em nível mundial passa pela identificação digital das pessoas. Licença para dirigir, carteira de identidade e passaporte são os alvos iniciais do modelo que já é realidade em diversos países. A tendência é que em pouco tempo os governos em todo o mundo substituam documentos de identidade em papel por produtos com recursos tecnológicos que garantam a autenticidade do portador.
A adoção de meios digitais de identificação tem como objetivo reduzir as fraudes e abusos de identidade, como também tornar o processo de identificação e autenticação mais rápido. Para se ter uma idéia da urgência dessa nova realidade, a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) exigirá de todos os países a emissão de passaportes com leitura óptica até abril de 2010.
O passaporte eletrônico carrega um chip onde ficam armazenados os dados pessoais do indivíduo como nome, impressão digital, leitura de íris, foto e outros dados confidenciais. A leitura do chip é feita via rádio freqüência por leitores espalhados por aeroportos, fronteiras e divisas. A vantagem dessa tecnologia é a garantia de veracidade das informações armazenadas no chip e a rapidez da verificação da autenticidade do documento.
Segundo a RiskReport (www.riskreport.com.br), em quase 100% da Europa e em países como os Estados Unidos, o passaporte eletrônico já é uma exigência governamental. O México também adotou os passaportes eletrônicos e utiliza cartões inteligentes na área de saúde que armazenam dados da família, informações médicas e funcionam como um passaporte para o atendimento em hospitais credenciados.
O Equador, a Argentina e Peru também sinalizaram iniciativas voltadas à identificação digital. No Brasil, o passaporte eletrônico com chip deve ser testado apenas em 2009. Por enquanto, a principal iniciativa do país no que tange a identificação digital é a NF-e, ou Nota Fiscal Eletrônica, já comentada em nossos artigos como um grande avanço para a redução de custos, agilidade e transparência com o Fisco.
Os sistemas que visam aumentar a segurança e diminuir a burocracia são normalmente bem-vindos, porém, os grandes entraves para a adoção das novas tecnologias de identificação digital são o alto custo de implementação e as questões culturais. Antes de iniciar a implementação, o Brasil terá que percorrer um longo caminho de conscientização pública e política.