Imagine um cenário onde tudo que é tangível, como produtos, veículos e até pessoas contenham um número de identificação que possa ser rastreado pela Internet. Bem-vindo ao futuro da Internet apoiado pela tecnologia de RFID.
RFID, ou Identificação por Radiofreqüência, é uma tecnologia sem fio (wireless) para coleta de dados. São usados um microprocessador e uma antena integrados em uma etiqueta de plástico ou papelão que pode ser colocada em objetos e pessoas. Ao contrário da tecnologia de código de barras, o RFID não precisa de contato ou proximidade com um leitor óptico. Os dados de um RFID podem ser lidos através do corpo humano, roupas e materiais não metálicos.
A capacidade de captar dados automaticamente e com comunicação sem fio fez do RFID uma das tecnologias mais promissoras para a Internet of Things, ou Internet dos Objetos, que consiste em redes de sensores presentes em ambientes inteligentes, nos quais a internet não liga apenas computadores, mas também quaisquer dos objetos que ali se encontram.
Nessa nova era da Internet será possível encontrar objetos reais através dos mecanismos de buscas ou obter a localização exata de qualquer elemento tangível que leve uma etiqueta com microtransmissores de rádio em chip. Já existem grandes companhias que adotaram a tecnologia como uma forma de rastrear seus produtos desde a origem até os depósitos e lojas.
Apesar da atratividade, um dos principais desafios para a expansão do uso dos RFIDs é a proteção dos dados e a privacidade, especialmente porque os sensores e as etiquetas inteligentes podem prover dados sobre os movimentos, hábitos e preferências dos usuários.
As etiquetas RFID ainda não possuem rotinas ou dispositivos para evitar que os dados sofram interceptação ou que sejam extraviados, porém, existem soluções que estão sendo estudadas, como a criptografia, o uso de códigos secretos para acesso aos dados e o uso de um dispositivo metálico, como o alumínio, para proteger a etiqueta de interceptações quando ela não estiver em uso.
Esses estudos certamente não resolvem os problemas de segurança e privacidade do uso dos RFIDs, mas sinalizam um caminho que pode tornar a tecnologia mais confiável e presente na Internet e na vida das pessoas.