O roubo de equipamentos de computação móvel está cada vez mais comum e os danos causados são incalculáveis. Em fevereiro deste ano, a imprensa divulgou o roubo de notebooks com dados confidenciais sobre áreas petrolíferas da Petrobras. Em março o alvo foi a americana Fidelity Investments, da qual roubaram um notebook com informações de 196 mil funcionários e ex-funcionários da HP, incluindo números do seguro social.
Nesses casos que envolvem grandes companhias, há sempre duas possibilidades: furto simples ou espionagem industrial. Isso denota a importância do tema, tendo em vista que o principal valor de um notebook não está no seu preço de custo, mas sim nas informações disponíveis em sua memória, portanto, é fundamental tomar alguns cuidados para evitar que dados sigilosos acabem nas mãos de criminosos.
A primeira dica para os iniciantes é não carregar dados importantes em notebooks para qualquer lugar, a menos que seja absolutamente necessário. E se for realmente preciso, faça um backup atualizado dos dados mais importantes, criptografe as informações confidenciais e use uma senha para bloquear o acesso de pessoas não autorizadas.
Quando estiver em trânsito, nunca deixe seu notebook sozinho. Esse foi o principal erro do funcionário da Fidelity Investments, que de acordo com a reportagem do The Wall Street Journal, deixou o equipamento no banco de trás do automóvel enquanto jantava com seu grupo em um restaurante.
A regra também vale para os aeroportos, onde é importante manter a bagagem com o notebook ao alcance dos seus olhos. Os criminosos presentes nesses locais aproveitam a distração dos usuários para trocar a mala com o notebook por outra falsa, com revistas ou tijolo dentro para simular o peso do equipamento. “Muitas pessoas só se dão conta do furto muito tempo depois”, afirma o delegado Antonio Carlos Bueno Torres, diretor da divisão da DEATUR – Delegacia de Atendimento ao Turismo.
Além disso, evite usar o notebook no saguão do aeroporto, porque os criminosos contam com a ajuda de olheiros que observam os usuários em eventos, hotéis e na saída de empresas. Eles avisam os assaltantes que estão em motocicletas e, em seguida, estes realizam assaltos à mão armada contra motoristas ou até mesmo passageiros em táxis, explica o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, superintendente do GARRA – Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Para evitar o roubo de notebooks em aeroportos e centro empresariais, os especialistas dão algumas dicas simples de segurança, confira:
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Redação UOL -wnews.uol.com.br
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