Telefones celulares e smartphones são os mais novos alvos de uma modalidade diferente de código malicioso que não pretende danificar o aparelho, mas ficar ali sem ser percebido para capturar dados sigilosos ou controlar seus passos remotamente.
O alvo inicial dos chamados phreackers, uma espécie de hacker especialista em serviços telefônicos, são os celulares com a tecnologia BlueTooth e que comportam mensagens MMS - Multimedia Messaging Service, ou Serviço de Mensagem Multimídia. Depois de instaladas, as ameaças podem acionar o BlueTooth do seu celular para tentar se propagar para qualquer outro aparelho que comporte essa tecnologia, mandar mensagens com cópias da ameaça para os contatos da sua agenda, conectar seu aparelho ao desenvolvedor da ameaça para que ele tenha controle das suas informações, ligar para números 0300 que beneficiam o desenvolvedor, descarregar a bateria de seu aparelho e realizar uma série de ações que podem colocar em risco sua privacidade e segurança.
O problema é tão grave que já existem antivírus específicos para celulares. A Symantec lançou o Norton Smartphone Security e a F-Secure lançou o F-Secure Mobile Security, ambos com a função de proteger o aparelho dos códigos maliciosos. Além disso, os próprios fabricantes dos aparelhos disponibilizam na internet as atualizações que podem tornar o celular menos vulnerável aos programas maliciosos.
Como os vírus desenvolvidos para celular não se propagam automaticamente, a dica principal para a prevenção de ataques é a atenção. Desabilite o BlueTooth de seu aparelho quando não estiver usando este recurso. Não abra mensagens de pessoas desconhecidas ou mesmo de pessoas conhecidas com assuntos suspeitos. Acesse regularmente o site do fabricante para ver as correções de segurança disponibilizadas para o seu aparelho e, caso você opte por instalar um software antivírus, primeiro entre em contato com o fabricante e verifique qual é a solução mais indicada para seu modelo. Depois de instalado, lembre-se de manter seu antivírus sempre atualizado.