É comum o lançamento de novas versões de programas, aprimorados e corrigidos para atender às exigências de usuários avançados, que geralmente contribuem para o aperfeiçoamento dos softwares com dicas e sugestões. No universo da informática, as novas versões costumam seguir um padrão de nomenclatura, onde o número da versão ou do ano de lançamento aparece após o nome do programa: Windows 98, Office 2007, Internet Explorer 6.0. No entanto, ninguém imaginaria que a própria internet poderia evoluir para um novo modelo, que foi chamado pela primeira vez de Web 2.0 em 2004, durante uma reunião de executivos da editora O’Reilly e da promotora de eventos MediaLive International para organizar um congresso sobre internet.
O termo acabou ganhando atenção e se expandiu rapidamente. Em 2005, um ano após a concepção do termo, o Google registrava 9,5 milhões de resultados para “Web 2.0”, atualmente são mais de 700 milhões de citações. Se você acha que ainda não teve contato com a nova versão da web, se engana. Entre os maiores representantes desta evolução estão o GMail, Wikipédia, YouTube, Flickr, BitTorrent e Delicious.
Para entender o que é a idéia da Web 2.0, veja o exemplo dos criadores do termo:
Retirado do artigo “O que é Web 2.0”, de Tim O'Reilly.
A partir da lista de exemplos de tecnologias e ferramentas da Web tradicional e suas equivalentes na Web 2.0, é fácil perceber que a tendência principal da nova rede é a participação do usuário e o uso da rede como plataforma. O “internauta 2.0” é aquele que abandonou o Outlook e usa o Gmail; que organiza e arquiva suas fotos no Flickr e as descarta da memória do disco rígido, que usa a Wikipédia em vez das enciclopédias tradicionais, etc.
Alguns a vêem como uma revolução, outros não se permitem elevar o termo a tanto, o fato é que a Web 2.0 pode ser apenas um conceito, uma evolução natural da internet, mas o principal é que ela já faz parte do cotidiano de todos que acessam a rede mundial, de um jeito ou de outro.